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Rico Dinheiro

Conteúdo histórico, sem atualização; ativos citados não são recomendação.

Amortização de Cotas

Publicado originalmente em 09 de junho de 2016

O mês de Maio/2016 não teve grandes repercussões. Os fatos mais importantes foram uma promoção para Larissa e a amortização do FII BRCR11.

Os objetivos do artigo são:

  • Motivar o leitor a iniciar, IMEDIATAMENTE, a investir em outros produtos financeiros que não a Caderneta de Poupança;
  • Demonstrar que investir pode ser mais fácil do que, inicialmente, aparenta;
  • Elaborar uma metodologia modelo para ser utilizada junto com a estratégia de Alocação de Ativos;
  • Mostrar, na prática, através de uma Carteira de Investimentos Virtual, o funcionamento da estratégia Alocação de Ativos.

ATENÇÃO

O artigo a seguir foi escrito para fins meramente educacionais. As informações, dados e operações apresentadas, apesar de basearem-se em cotações reais, tratam-se de mera simulação. Em nenhuma hipótese tratam-se recomendação de investimento. Decisões de investimento baseadas nas informações apresentadas neste artigo são de responsabilidade exclusiva de quem assim o fizer, não sendo o autor responsável pelas consequências destas decisões.

Recordando

O mês anterior foi muito bom. A Carteira obteve uma rentabilidade de quase 4%, maior que o Desvio Padrão.

Gráfico de barras com a rentabilidade mensal da cota de dezembro de 2013 a abril de 2016, com linhas de referência em 3,2%, 0,7% e -1,8%; abril de 2016 tem alta de 3,7%.

O valor da Cota da Carteira continuo seu ritmo de crescimento, agora superando, novamente, a evolução da Poupança e da Inflação.

Gráfico de linhas da evolução da cota de novembro de 2013 a abril de 2016, comparada com a cota corrigida pelo IGP-M e pela poupança; em abril de 2016 a cota chega a 1,22, acima das duas (1,19).

Maio/2016

Larissa recebeu uma promoção de 1%, com isso seu salário passou para R$ 3.877 e seus aportes passaram a ser de R$ 387,70. Larissa verificou que os recursos de sua carteira estavam assim alocados:

Tabela de rebalanceamento por classe: meta e alocação de renda fixa (23,3% e 23,2%), FII (28,4% e 27,7%), ações (33,4% e 34,6%) e câmbio (14,9% e 14,4%), com nova aplicação de R$ 968,46 distribuída entre as classes.

A Estratégia Alocação de Ativos, utilizada por essa Carteira, voltou a sinalizar investimento em FII. Ao analisar que fundo deveria ser adquirido a situação era a seguinte:

Tabela com a composição teórica do IFIX: código, nome, tipo, quantidade teórica e participação de 13 fundos imobiliários, de BRCR11 (10,2%) a SHPH11 (1,9%); HGBS11 em destaque.

Com o preço do HGBS11 era superior a R$ 1.600, não tinha recursos suficientes para adquirir este fundo. Comprou 114,09 cotas ao custo total de R$ 424,82 do Fundo DI.

Ao longo do mês, houve os seguintes eventos financeiros:

Rendimentos dos FII: R$ 72,51
Amortização BRCR11: R$ 55,75
Dividendos de Ações: R$ 7,17
Aluguel de Ações: R$ 2,15
Pagamento de Taxa de Custódia: -R$ 10

Vale frisar que a Amortização do BRCR11 é um evento pontual e impactou numa redução do custo médio do FII para R$ 109,11. Os Rendimentos dos FII, do mês, também estão muito acima da média em função do recebimento extra de R$ 20,62 referente a lucro distribuído pelo BRCR11.

Ao fim do mês a composição da Carteira era a que segue:

Planilha da carteira em maio de 2016 por classe (renda fixa, fundos imobiliários, ações e câmbio) e cotização, com quantidade, preço de fechamento, total, custo médio, rentabilidade e alocação de cada ativo; a cota fecha em 1,210.

Dessa vez a rentabilidade do mês foi negativa em -1,1%. Apesar disso, a rentabilidade acumulada continua sendo superior à inflação.

Gráfico de linhas da evolução da cota de novembro de 2013 a maio de 2016, comparada com a cota corrigida pelo IGP-M e pela poupança; em maio de 2016 as três ficam perto de 1,20–1,21.

Os rendimentos agora representam 10% do total em Carteira.

Gráfico de barras com o saldo acumulado de aportes e de rendimentos de novembro de 2013 a maio de 2016; os aportes chegam a R$ 14.606 e os rendimentos a R$ 1.709.

Em razão da Amortização realizada pelo FII BRCR11 os rendimentos em únicos mês provenientes de FII bateram mais um recorde, mantendo elevada a Renda Passiva.

Gráfico de barras empilhadas com a renda passiva mensal, em reais, de títulos públicos, fundos imobiliários e ações, de novembro de 2013 a maio de 2016; maio de 2016 soma cerca de R$ 82.

Fortemente impactada pelos resultados do mês, a Classe Ações voltou a apresentar rentabilidade acumulada negativa.

Gráfico em cascata por classe, de aporte a total: títulos públicos de R$ 3.010 a R$ 3.748, fundos imobiliários de R$ 4.167 a R$ 4.807 e ações de R$ 5.326 a R$ 5.115, separando rentabilidade e renda passiva.

A rentabilidade negativa foi sensivelmente influenciada por VALE5, PETR4, KROT3 e ITUB4. Apesar de figurar na lista com uma desvalorização de 19%, o FII BRCR11, se tirarmos o efeito da Amortização realizada no mês, a rentabilidade deste Ativo teria sido de -4,8%.

Gráfico de barras horizontais com a rentabilidade de cada ativo em maio de 2016, de EQTL3 e KNRI11 (7%) a VALE5 (-29%).

Conclusão

Depois de 3 meses com belos resultados positivos, é de se esperar algum movimento de correção dos preços.

A rentabilidade acumulada dos Ativos estava assim:

Gráfico de barras com a rentabilidade acumulada de cada ativo da carteira em maio de 2016; as maiores são LTN17 e LFT17 (31,7%) e as menores, PETR4 (-53,8%) e VALE5 (-42,1%).

A renda passiva acumulada nos últimos 12 meses cresceu 13%, impactada pela renda eventual da Amortização do FII BRCR11.

Gráfico de linhas da renda passiva acumulada em 12 meses, em reais, de dezembro de 2014 a maio de 2016, subindo de R$ 104 para R$ 550.

Renda Acumulada no Ano e Patrimônio continuam a trajetória de crescimento consistente.

Dois gráficos de barras comparando maio de 2014, 2015 e 2016: patrimônio de R$ 2.822, R$ 8.819 e R$ 16.315; renda passiva de R$ 27, R$ 135 e R$ 310.

E segue a estratégia de Alocação de Ativos.

Pense nisso!

Um grande abraço e até a próxima!

Kleber Rebouças

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