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Rico Dinheiro

Conteúdo histórico, sem atualização; ativos citados não são recomendação.

Carteira de Investimentos - Fevereiro de 2014

Publicado originalmente em 13 de março de 2014

Nota do arquivo: o gráfico do Ibovespa que acompanhava este trecho era imagem de terceiros e foi retirado na migração.

Sinais de melhora no horizonte. Apesar do IBOV ter fechado o mês de fevereiro/2014 com uma desvalorização de 1,08%, podemos perceber que o índice “andou de lado”. Os sinais de melhora no médio prazo se dá devido a redução do ritmo de elevação da meta SELIC pelo Banco Central. Agora é esperar que a nota de crédito do Brasil não seja rebaixada para que o fluxo de capital em direção ao país seja retomado e, com isso, haja uma queda na cotação do dólar e uma pressão compradora na bolsa.

Os objetivos deste artigo são:

  • Demonstrar como acompanhar a rentabilidade de uma carteira de investimentos;
  • Demonstrar como comparar a rentabilidade de uma carteira de investimentos com outros indicadores;
  • Comentar as principais variações na carteira;
  • Explicitar técnicas de análise de ativos;
  • Comentar as principais expectativas para os períodos futuros.

ATENÇÃO

O artigo a seguir foi escrito para fins meramente educacionais. Apesar de basear-se em fatos reais não se trata, em nenhuma hipótese, em recomendação de investimento. Os ativos citados no texto, bem como as rentabilidades apresentadas, são decorrentes de ativos nos quais o autor investe e de suas variações de preço conforme situação específica da carteira de investimentos do autor. Decisões de investimento baseadas nas informações apresentadas neste artigo são de responsabilidade exclusiva de quem assim o fizer, não sendo o autor responsável pelas consequências destas decisões.

Carteira de Investimentos - Fevereiro de 2014

Gráfico de linhas simulando R$ 1.000 aplicados em 31 de janeiro de 2014 no IFIX, IKEU Ações, IKEU RF, IKEU e IKEU Câmbio até 28 de fevereiro; o IKEU RF termina em cerca de R$ 1.044 e o IKEU Ações em cerca de R$ 994.

Em fevereiro/2014 fiz uma revisão do IKEU. Anteriormente utiliza como parâmetro para a Renda Fixa o CDI. Percebi que não está coerente porque a carteira visa investir em Títulos Públicos. Assim, compus o IKEU RF com percentuais de Títulos Públicos: 33% LFT e 17% demais.

No mês, apenas o IKEU Ações apresentou variação negativa: -0,58%.

Agora, sejamos francos, a curva do IFIX ficou fabulosa, não? Apesar de ter fechado o mês com +3,77%, a rentabilidade desde o seu ponto mais baixo, 10/02, foi de +8,05%. Uma rentabilidade fenomenal.

Com a redução do ritmo de elevação da SELIC (em fevereiro/2014 foi elevada em 0,25 pontos) a expectativa é que o aperto monetário esteja chegando ao fim. Assim, a demanda por títulos prefixados aumentou. O resultado foi uma valorização de +4,36% no IKEU RF.

O resultado final é que a carteira teórica IKEU teria tido uma rentabilidade de +2,15% no mês.

Rentabilidade da Carteira nos últimos 12 meses

Gráfico de barras com a rentabilidade mensal da cota e do IPCA de março de 2013 a fevereiro de 2014; em fevereiro de 2014 a cota sobe 1,8%.

O mês de fevereiro/2014 foi o segundo melhor mês dos últimos 12 meses. Mas apesar da excelente rentabilidade de +1,8%, ainda está longe de recuperar as perdas do período.

Evolução da Carteira

Gráfico de linhas da evolução do valor da cota de outubro de 2011 a fevereiro de 2014, comparado com a cota corrigida pelo IPCA; a cota sobe para 0,91 e a linha do IPCA chega a 1,05.

A defasagem, para que a Carteira volte ao positivo (em termos de rentabilidade real), até o mês é de 15,4%. O IPCA de fevereiro/2014 fechou em 0,69%.

A elevação na SELIC foi de 0,25 pontos, chegando a 10,75% a.a.. Com isso o Governo Federal sinaliza com um alívio no aperto monetário. Caso se confirme a melhoria do cenário macroeconômico dos juros, podemos esperar uma forte valorização dos títulos prefixados, o que proporcionaria uma excelente rentabilidade para a Carteira.

Não tivemos aportes na Carteira neste mês. A alocação final do mês ficou assim:

Gráfico de barras comparando a alocação meta e a real por classe em fevereiro de 2014: ações 43,7% e 42,6%, fundos imobiliários 25,0% e 25,5%, renda fixa 25,0% e 25,9%, câmbio 6,3% e 6,0%.

Por dentro da Carteira

Os ativos que apresentaram os melhores e piores desempenhos foram:

Tabela com o melhor e o pior ativo de cada classe em fevereiro de 2014, com variação no mês e rentabilidade acumulada; em ações, BRML3 foi o melhor do mês (+18,2%) e BRIN3 o pior (-16,3%).

Interessante notar que a NTNB Principal teve o pior desempenho no mês anterior. Da mesma forma, as posições na Classe Câmbio se inverteram de um mês para o outro.

As seguintes operações foram realizadas:

Tabela das operações de fevereiro de 2014, com preço médio de compra e de venda e rentabilidade: venda de VRTA11 (-5,0%), vendas parciais dos fundos cambiais em dólar (13,2%) e em euro (18,9%) e compras de HBOR3 e MSHP11.

Mais uma vez, a venda de parte dos ativos da classe Câmbio esteve relacionada a garantir parcialmente a boa rentabilidade que esta classe tem gerado nos últimos meses. Comparando as duas tabelas anteriores podemos verificar que a rentabilidade líquida da venda do ativo BB Camb Dólar LP Est foi de 13,2% sendo que, ao fim do mês, este mesmo ativo apresentava uma rentabilidade bruta inferior: 12,2%. Assim, garantimos parcialmente uma boa rentabilidade. Caso a trajetória volte a ser de queda, a Alocação de Ativos nos levará a fazer novos aportes nestes ativos comprando sempre com um preço menor que o da venda realizada.

Já a venda de VRTA11 serviu para substituí-lo por MSHP11 já que aquele apresentava-se na última colocação do ranking e este na primeira. No fim do mês MSHP11 apresentava rentabilidade de +6,3%.

Por fim, a receita proveniente de juros e dos FII’s permitiu a aquisição de mais unidades do ativo HBOR3. A compra possibilitou a redução do preço médio em -4,3%.

Não foram identificadas oportunidades de troca de ativos na Classe Ações.

Já em relação aos Fundos Imobiliários, o que pesou foi a falta de tempo hábil para analisar possíveis substituições.

O que esperar

Apesar da redução do ritmo de elevação da SELIC, ainda continuo pessimista. Tensões na Europa chegam para complicar ainda mais o cenário. A Venezuela está em colapso. Nas últimas semanas disparou a corrida ao Ouro em função dos conflitos. Enfim, cautela deve ser ditar o tom dos investidores.

Pense nisso!

Um grande abraço e até a próxima!

Kleber Rebouças

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