Recordes na Renda Passiva



Imagem: https://efeitoecausa.wordpress.com/2011/09/21/mitos-capitalistas-o-sobe-e-desce-do-dolar/

O cenário econômico continua complicado. Taxa SELIC sendo elevada, Real se desvalorizando, Ações despencando... E será que Larissa estava preparada para isso? Veremos!

Os objetivos do artigo são:

  • Motivar o leitor a iniciar, IMEDIATAMENTE, a investir em outros produtos financeiros que não a Caderneta de Poupança;
  • Demonstrar que investir pode ser mais fácil do que, inicialmente, aparenta;
  • Elaborar uma metodologia modelo para ser utilizada junto com a estratégia de Alocação de Ativos;
  • Mostrar, na prática, através de uma Carteira de Investimentos Virtual, o funcionamento da estratégia Alocação de Ativos.

ATENÇÃO


O artigo a seguir foi escrito para fins meramente educacionais. As informações, dados e operações apresentadas, apesar de basearem-se em cotações reais, tratam-se de mera simulação. Em nenhuma hipótese tratam-se recomendação de investimento. Decisões de investimento baseadas nas informações apresentadas neste artigo são de responsabilidade exclusiva de quem assim o fizer, não sendo o autor responsável pelas consequências destas decisões.








Recordando


Até Julho/2015 o desempenho da Carteira de Larissa estava levemente melhor que a Poupança:


A despeito da instabilidade nos mercados, a Carteira de Larissa conseguiu manter-se estável. Porém, sem o crescimento dos últimos meses. O que será que aconteceu nesses dois últimos meses em que os indicadores econômicos pioraram? Confira!



Agosto/2015

Mais um aporte de R$ 335,40. Agora, com o saldo do Fundo DI, Larissa tinha R$ 1.343,10 para investir. A posição de sua Carteira era a que segue:


No mês de Julho/2015, Larissa deveria ter investido em FII. Mais especificamente, deveria ter comprado o HGRE11. Mas o saldo em conta não foi suficiente, adiando a compra. Mas como o mercado é dinâmico, tudo mudou. Ao invés de FII, a prioridade agora seria RF.

Assim estava distribuída sua aplicação em RF:


Todos os títulos estavam abaixo da meta. Então realizou as seguintes compras:


Ainda sobrou R$ 848,11 para investir. Como esse valor era superior aos R$ 580 mínimos para investir em FII resolveu analisar o IFIX:


O HGRE11 perdeu uma posição no índice, sendo que o KNCR11 passou a ser a próxima compra nessa classe. Então ela comprou 6 KNCR11 ao custo total de R$ 644,36.

Como o saldo restante não era suficiente para investir em ações, deixou o valor no FDI para reanalisar no mês que vem.

Ao longo do mês, houve os seguintes eventos financeiros:

  • Rendimentos dos FII (BRCR11, BBPO11, KNRI11, TBOF11): R$ 18,32
  • Juros Títulos Públicos (NTNB 150850): R$ 11,78
  • Juros Sobre Capital Próprio de Ações (ITUB4): R$ 5,29
  • Dividendos de Ações (ITUB4): R$ 0,26
  • Aluguel de Ações (ABEV3, EMBR3, ITUB4, VALE5): R$ 0,39
  • Pagamento de Taxa de Custódia: -R$ 6,90

Ao fim do mês a composição da Carteira era a que segue:


Depois de seis meses, voltou a ter rentabilidade negativa. A seguir os Ativos com melhor e pior desempenho no mês:




Setembro/2015

O mês começa com uma boa notícia: Larissa teve uma promoção salarial, retroativa a Julho/2015, elevando seu salário para R$ 3.488. Os aportes mensais agora serão de R$ 348,80. Especificamente em Setembro/2015, haverá o adicional de R$ 26,80 referente ao adicional retroativo que recebeu.

Analisou, então, sua Carteira:



Próximo investimento seria em ações e tem saldo suficiente para tal. Analisou o MLCX:



Em Verde as ações que já possui. Em Laranja as de setor em que já investe, portanto, desconsideradas para evitar concentração em poucos setores da economia. Portanto, na sequência, comprou 15 VIVT4 ao custo total de R$ 598,45.

Ao longo do mês, houve os seguintes eventos financeiros:

  • Rendimentos dos FII (BBPO11, BRCR11, KNCR11, KNRI11, TBOF11): R$ 25,18
  • Saldo de Bonficação (ITUB4): R$ 19,81
  • Dividendos de Ações (ABEV3, ITUB4): R$ 5,52
  • Aluguel de Ações (ABEV3, EMBR3. ITUB4, PETR4, VALE5): R$ 0,37
  • Pagamento de Taxa de Custódia: -R$ 6,90

Ao fim do mês a composição da Carteira era a que segue:


A rentabilidade do mês ficou positiva em 0,1%, recuperando parcialmente a perda do mês anterior. A seguir, os Ativos com melhores e piores desempenhos:


A rentabilidade das Classes apresentada anteriormente não considera a Renda Passiva acumulada. Ao incluí-la nos respectivos desempenhos o resultado é o que segue:



A alocação final entre as classes ficou assim:



Conclusão


Depois de seis meses de ganhos, uma freada. Levando em conta a deterioração dos fundamentos econômicos, até que o desempenho de Larissa não foi mal.

Podemos dizer que foram três os fatores básicos que influenciaram negativamente a Carteira de Larissa:

  1. Aumento da SELIC no fnal de Jul/15: desvalorizou os títulos pré-fixados que ela já possuía e tornou aplicações de renda fixa mais interessante, migrando recursos para este tipo de investimento, provocando queda das ações e fundos imobiliários;
  2. Downgrade da nota de crédito do Brasil pela S&P: o Brasil deixou de ter o grau de investimento e investidores estrangeiros resolveram repatriar recursos retirando dinheiro da Bolsa brasileira;
  3. Aumento do Dólar e Euro: A escalada das moedas, de um lado, desvalorizou ações, com a PETR4 e, por outro, segurou os rendimentos de Larissa impedindo que as perdas fossem maiores, servindo como proteção.

Esses fatores estão misturados na "sopa" da crise política que traz indefinições para a economia do país fazendo com que os investidores evitem assumir posições de maior risco.

Não podemos dizer que a tempestade passou porque outras agências já prometem reduzir suas avaliações a respeito da economia brasileira. Infelizmente, o cenário político também continua conturbado.

A rentabilidade acumulada de cada Ativo está assim:


O desempenho histórico foi superado pela Poupança, porém ainda acima da Inflação medida pelo IGP-M:


Os rendimentos representam 4,8% do total investido:


O crescimento da Renda Passiva continua. E temos 3 recordes: (i) A maior renda passiva total; (ii) A maior renda de FII e a maior renda de Ações. É interessante comparar o tamanho da barra em Set/2014 com a de Set/2015:


Podemos também comparar a Renda Passiva acumulada em 9 meses dos anos 2014 e 2015:


A evolução da Renda Passiva acumulada de 12 meses também nos sinaliza boas perspectivas para o futuro:


E assim, Larissa segue mantendo a estratégia de Alocações de Ativos, sempre comprando ações das maiores empresas, fundos imobiliários de alta liquidez, ajustando sua posição de renda fixa de acordo com a evolução da taxa de juros e protegendo-se com moeda estrangeira.


Pense nisso!

Um grande abraço e até a próxima!


Kleber Rebouças

Rico Dinheiro: Curta e Compartilhe Educação Financeira!









Comentários

  1. Muito boa esta planilha e parabens pelo seu trabalho. Está excelente. Eu baixei a que vc divulgou em outro artigo e tenho utilizado para fazer minha alocação de ativos.

    Agora tenho uma duvida: como vc faz para controlar o saldo em conta corrente dentro de seus ativos? Digo isto pois, quando recebemos um salario, ele cai na conta corrente. Mas não entra como aportes.
    Isso não gera um problema na hora de calcular a cota do mês, visto que a cota é calculada em cima do patrimonio total? E o salario estaria somado no patrimonio total (Codigo: $), mas nao seria aporte

    Isto ficou bem confuso para mim. Então resolvi nao incluir o saldo em conta corrente na contabilização de patrimonio pela sua planilha.

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    1. Anônimo,

      É importante separar valores que você gasta no seu dia a dia do que você utiliza pros seus investimentos. Com base no exemplo dado por você, o salário que entra na conta não deve ser considerado aporte, mas o valor que você aplica sim. Então, se seu salário é R$ 5 mil e você aplicou R$ 500 o aporte considerado é de apenas R$ 500.

      Se a conta corrente que você usa para controlar é a mesma que movimenta seus investimentos, a dificuldade só ficará maior no controle da renda passiva porque será creditado na mesma conta.

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  2. Quando vc fala em "R$ 580 mínimos para investir em FII", vc se refere a um valor minimo que compense as taxas da corretora para compra de cotas/papeis de FII e ações?
    Como vc chegou a este valor?
    Obrigado!

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    Respostas
    1. Sim, Douglas. É um valor que compense as taxas porque, na prática, o valor mínimo seria o preço de uma cota do fundo mais as taxas.

      O valor é totalmente arbitrário. No caso dos R$ 580 considero que o custo total não seja superior a 0,5% do total investido.

      Na conta considero a corretagem de R$ 2,9 por ordem + impostos e taxas. Esse é o valor cobrado pela Mirae Corretora, uma das mais baratas do mercado.

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