Carteira de Investimentos - Outubro de 2013




Carteira de Investimentos - Outubro de 2013


Olá pessoal!

Outubro foi o quarto mês seguido de alta do IBOV. E não foi uma alta qualquer, mas de 3,66%. Apesar disso, mostrou dificuldade em romper os 57 mil pontos, o que permitiria continuar sua trajetória de alta, acendendo o sinal amarelo.

Os objetivos deste artigo são:


  • Demonstrar como acompanhar a rentabilidade de uma carteira de investimentos;
  • Demonstrar como comparar a rentabilidade de uma carteira de investimentos com outros indicadores;
  • Comentar as principais variações na carteira;
  • Comentar as principais expectativas para os períodos futuros.


ATENÇÃO


O artigo a seguir foi escrito para fins meramente educacionais. Apesar de basear-se em fatos reais não se trata, em nenhuma hipótese, em recomendação de investimento. Os ativos citados no texto, bem como as rentabilidades apresentadas, são decorrentes de ativos nos quais o autor investe e de suas variações de preço conforme situação específica da carteira de investimentos do autor. Decisões de investimento baseadas nas informações apresentadas neste artigo são de responsabilidade exclusiva de quem assim o fizer, não sendo o autor responsável pelas consequências destas decisões.





Outubro de 2013


Carteira de Investimentos - Outubro de 2013


Em outubro, em nenhum dia ouve variações superiores a 1,5%, para mais ou para menos, configurando assim uma nova redução da volatilidade. O IKEU fechou com +1,4%. Todos os indicadores ficaram no campo positivo. O destaque positivo ficou, novamente, com o IKEU Ações que fechou com +2,5%. Só não foi melhor por que o índice SMLL, que compõe o IKEU Ações, fecho com rentabilidade negativa de 1,1%, impacto, principalmente, pela derrocada das companhias "X", de Eike Batista.

Veja o resultado de R$ 1 mil reais investido tendo como base cada um desses indicadores do índice IKEU:

Carteira de Investimentos - Outubro de 2013


A grande emoção do mês ficou com IKEU Câmbio. Chegou, durante o mês, a uma desvalorização próxima de 3% (efeito combinado das três moedas: Dólar, Euro e Ouro) mas teve uma excepcional virada a partir da metade do mês, fechando no positivo, com 0,7% de valorização.


Rentabilidade da Carteira nos últimos 12 meses

Carteira de Investimentos - Outubro de 2013


Mais um mês de alta, mais um mês de redução das perdas do ano. Ainda incipiente, com poucas chances de fechar o ano no vermelho, mas a roda financeira gira. A visão de longo prazo, focada na formação de patrimônio, exige do investidor uma postura de resiliência frente aos mercados de baixa.

Enquanto a humanidade não estiver em vias de extinguir a vida como conhecemos hoje, é de se supor que as crises terão fim um determinado momento e se seguirá um período de bonança. Assim, aproveitemos as crises para irmos às compras.


Evolução da Carteira


Carteira de Investimentos - Outubro de 2013


A defasagem, para que a Carteira volte ao positivo, até o mês é de 3,0%. Há ainda um longo caminho a ser percorrido, até porque a inflação não dá tréguas. E me refiro à oficial. A impressão que tenho é que a pessoal está pior ainda.

Os aportes e retiradas realizados durante o mês foram insignificantes. Mas como a Classe Ações vinha se desempenhando muito bem e, com isso, ultrapassando os limites máximo de alocação, decidi reduzir um pouco os recursos nessa classe através da venda do ativo MILA11.

A operação significou a realização de um lucro líquido de 0,7%, tendo em vista que o preço líquido de venda foi de R$ 46,16 contra um custo médio de compra de R$ 45,84. Não haverá pagamento de IR sobre o lucro porque os prejuízos anteriores serão utilizados para compensar o lucro.

Com a venda de MILA11, somado aos rendimentos do mês, foi possível comprar outros ativos, aumentando a participação nas outras classes, conforme segue:

Fundos de Investimentos Imobiliário:

BRCR11: reduzido o custo médio em 1,1%, aumentando a participação para 9,0% na Classe e 2,2% no total;
RDES11: reduzido o custo médio em 2,8%, aumentando a participação para 7,1% na Classe e 1,8% no total;

Câmbio:

BB Cambial Dólar LP Estilo: elevado o custo médio em 1,4%, aumentando a participação para 35,5% na Classe e 2,2% no total;
BB Cambial Euro LP Estilo: elevado o custo médio em 0,8%, aumentando a participação para 49,2% na Classe e 3,0% no total;

Renda Fixa:

NTNB 150850: reduzido o custo médio em 3,2%, aumentando a participação para 11,4% na Classe e 2,9% no total;
NTNB Principal 150535: reduzido o custo médio em 3,7%, aumentando a participação para 11,3% na Classe e 2,9% no total;
NTNF 010123: reduzido o custo médio em 1,3%, aumentando a participação para 7,5% na Classe e 1,9% no total;
LTN 010117: reduzido o custo médio em 0,5%, aumentando a participação para 7,3% na Classe e 1,9% no total;
LFT 070317: elevador o custo médio em 1,7%, aumentando a participação para 13,8% na Classe e 3,5% no total;

Com essas movimentações, a Alocação terminou o mês de Outubro com um claro equilíbrio:

Carteira de Investimentos - Outubro de 2013


Por dentro da Carteira



Já detalhamos as classes Câmbio e Renda Fixa. Agora chegou a vez da classe Fundos Imobiliários.




Carteira de Investimentos - Outubro de 2013




Legenda:
AL M = Alocação dentro da Classe
AL T = Alocação no Total da Carteira


Os recursos estão distribuídos em 13 ativos diferentes. A tendência será, com o tempo, equilibrar a alocação de forma que a participação de cada fundo seja muito próxima uma da outra.

A minha estratégia prevê uma certa rotatividade dos fundos, a depender da maior ou menor atratatividade. Para definir qual deve sair e qual deve entrar faço um rankeamento dos fundos listados no índice IFIX, com base em alguns indicadores, eliminando os que não podem ser adquiridos diretamente pelo Home Broker da minha corretora.

Na falta de um ETF para fundos imobiliários, utilizo o FIXX11 como substituto, portanto, este fundo não entra na rotatividade.

Um ponto muito importante dos fundos imobiliários é o pagamento regular de dividendos decorrentes dos aluguéis recebidos a partir da locação dos imóveis. O resultado destes alugéis pode ser observado no gráfico abaixo:

Carteira de Investimentos - Outubro de 2013

Legenda:
DY Custo Médio: Dividendo recebido no mês dividido pelo custo médio de compra
DY Fechamento: Dividendo recebido no mês dividido pelo valor fechamento da quota do fundo no mês

Podemos perceber que 3 fundos (RNDP, VRTA e RNGO) estão muito bem posicionados no que se refere ao pagamento de aluguel por apresentarem taxas DY superiores a SELIC tanto em relação ao custo médio quanto ao preço de fechamento.

Outros 3 fundos (XTED, VLOL e MXRF), apesar da taxa DY Custo Médio estar inferior à SELIC, apresentam oportunidades por terem a taxa DY Fechamento superior a este indicador.

Os demais fundos, quando comparados à SELIC, não tem apresentado um bom desempenho.

É de se chamar a atenção que 10 fundos possuem uma taxa DY Fechamento superior a taxa DY Custo Médio. A principal razão está relacionada a gradual elevação da SELIC que vem sendo promovida pelo Governo Federal.

No momento em que os fundos foram adquiridos, a taxa DY Custo Médio era muito mais atrativa. Para ter uma ideia, a SELIC em março/2013 era 0,6%. Perceba que com essa taxa SELIC apenas o fundo BBVJ apresentaria um DY Custo Médio inferior.

Três questões que desejo frisar:

  1. O objetivo do investimento é formar patrimônio. Portanto, as oscilações da SELIC, somente significam uma maior ou menor atratividade de se alocar recursos entre FII's e Títulos Públicos. Em algum momento haverá uma reversão de tendência. Até lá, sigo aproveitando as "liquidações" de FII's;
  2. O rendimento baixo para BBVJ não é preocupante. Esse fundo investe na aquisição de imóveis para posterior reforma e locação ao Banco do Brasil. A maior parte dos imóveis ainda estão na fase de reformas, portanto, não estão ocupados, portanto, não estão gerando receita de aluguel. Mas dado o locatário e o tipo de imóvel, é um fundo que promete.
  3. A análise da taxa DY é apenas um aspecto que deve ser observado quando se investe em fundos imobiliários. Antes de investir nessa classe, é preciso estar atento a outros aspectos tais quais a qualidade dos imóveis, locatários, localização, histórico de rentabilidade, valor da cota em relação ao valor patrimonial, etc.



O que esperamos



Como este artigo já está sendo concluído após 21 dias transcorridos em Novembro, não temos muito que comentar sobre o que esperar para mês.

Até porque os resultados da bolsa até o momento já demonstraram que será um mês extremamente negativo.

Porém, podemos adiantar que haverá novidades na Carteira. Mas isso fica para ser contado no mês que vem.


E vamos que vamos!

Um grande abraço e até a próxima!


Kleber Rebouças

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